Sorgo forrageiro: o que é e para que serve?

O sorgo forrageiro tem um porte alto, superior a 2m, além de muitas folhas, cachos (panículas) abertos e poucas sementes.

Existe também uma espécie de sorgo forrageiro precoce, de porte herbáceo, ideal para feno, conhecido como sorgo Sudão, capim Sudão ou sorgo sudanense.

O sorgo forrageiro possui elevada produção de forragem e é facilmente adaptado aos climas quentes, como no Agreste e Sertão de Pernambuco. Nestas localidades, os destaques são as variedades IPA 467-42 e IPA SF-25, entre outras.

Quando o sorgo forrageiro traz um colmo doce, é chamado de sorgo-sacarino (já falei sobre ele em post anterior).
Normalmente, o sorgo forrageiro produz grande quantidade de massa verde; é plantado no período das águas, permite até 2 cortes e seu destino principal é a silagem.

Isto é, “forragem que se tira dos silos para alimentar os animais”, na definição do dicionário Aulete. Daí o nome sorgo forrageiro…

Mas, é preciso tomar cuidado ao oferecer a planta aos animais porque ela pode conter níveis tóxicos no começo da brotação após o corte ou quando passa por uma fase de seca.

Então, é necessário aguardar 6 semanas depois da ceifa para fornecer o alimento aos bichos.

Tomadas as devidas precauções, tudo bem! E a cultura do sorgo segue crescendo no Brasil, com importância estratégica no abastecimento de grãos e forragem.

O cereal atua diretamente no equilíbrio dos estoques reguladores de grãos energéticos; no crescimento da pecuária; e na redução de custos com alimentos, permitindo maior competitividade.

Tal qual o milho, o sorgo é bastante utilizado na alimentação animal porque é fácil de ser cultivado, possui rendimentos altos e excelente qualidade – sem precisar de aditivos químicos para favorecer a fermentação.

A utilização do sorgo forrageiro é justificada por seu grande potencial agronômico, com diferenciais tais como maior tolerância ao calor e à seca, capacidade de exploração de maior volume de solo e presença de sistema de raiz profundo e rico.

Uso e vantagens do sorgo forrageiro

Com as condições climáticas ideais e cumprindo certas recomendações, a produção de sorgo forrageiro é capaz de alcançar de 10 a 15 toneladas por hectare de matéria seca. O suficiente para suprir as necessidades de consumo de até 8 animais adultos durante cinco meses.

A produtividade de matéria seca de sorgo forrageiro está relacionada à altura da planta. As de maior porte podem produzir em torno de 15 toneladas por hectare em um só corte.

Um bom fornecimento de sorgo tem condições de favorecer a produção de 7 litros de leite de vaca por dia, sem a necessidade de acréscimo de concentrado.

Ainda sobre o cultivo do sorgo forrageiro, outro ponto positivo é a possibilidade de rebrota. O que, por sua vez, atinge até 60% de seu potencial no primeiro corte desde que haja manejo correto.

Pequenos plantios podem ser feitos manualmente. A planta do sorgo é colhida por inteiro e, se for o caso, passada na forrageira – para consumo diretos dos animais – ou na ensiladeira, com objetivo de encher silo.

Já nos grandes plantios, é possível usar a colheitadeira acoplada ao trator, sendo o silo o destino final do material colhido.

Vários trabalhos comparam a performance de animais alimentados com silagem de milho e de sorgo. Os híbridos modernos de sorgo forrageiro e de milho para silagem possuem valores praticamente similares de digestibilidade aparente de matéria seca.

Espero que os artigos da série sorgo tenham ajudado você a compreender melhor a importância desta planta e seu enorme potencial. Confira outros conteúdos nos outros posts: sorgo-vassoura, sorgo granífero e sorgo-sacarino.

E até breve!

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  1. Adriano 10 de agosto de 2016

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