Sorgo granífero: saiba para que serve

Existem basicamente 4 tipos de sorgo: sacarino, vassoura, forrageiro e granífero. Este último é um tipo de sorgo de baixo porte, com altura de até 170 cm de planta.

O produto principal dele é o grão, produzido na extremidade superior do vegetal em formato de cacho (panícula) compacto. Entretanto, após a colheita, o restante do sorgo, ainda verde, pode ser utilizado também como feno ou pastejo.

Propriedades e usos do sorgo

O sorgo é o quinto cereal mais produzido no mundo, ficando atrás do trigo, milho, arroz e cevada.
Na América do Norte, Europa, América do Sul e Austrália, a produção de sorgo é destinada especialmente à alimentação animal. Já na Ásia, África, China, Rússia e América Central, a planta é uma importante fonte de alimentação humana.

Na alimentação animal, o grão de sorgo pode ser aproveitado em forma de ração ou silagem (grãos secos ou úmidos).

Quando empregado na alimentação humana, fornece fibra e compostos bioativos, tais como farinha para panificação; é utilizado na fabricação de pães, bolos, massas, biscoitos e cuscuz. E ainda serve para produzir álcool e cervejas.

Existem variedades anãs de sorgo grão, com 1 metro de altura, próprias para colheita com uma ceifeira combinada. Um avanço que resultou em grande aumento do consumo deste cereal.

Outra vantagem do sorgo é possuir o mesmo rendimento de outros cultivos, só que com menor quantidade de água.

Quando murcham, as folhas do sorgo vão enrolando, ou seja, passam a ter uma superfície menor para ser exposta à transpiração.

Com isso, a planta é capaz de aguentar melhor os períodos de seca quando comparada a outras espécies.

Tanto é que o sorgo tem boa performance em áreas secas e quentes – locais nos quais o milho não resistiria.

A capacidade de latência do sorgo durante a seca permite, inclusive, que ele cresça outra vez quando a umidade voltar.

A planta do sorgo produz compostos fenólicos diversos, que servem de defesa química contra pássaros, outros vegetais e patógenos.

O motivo é simples: o sorgo não tem proteção para suas sementes, como acontece com a palha do milho, as glumas da cevada e do trigo.

E mais: o sorgo granífero possui praticamente a mesma quantidade de proteína, lipídios e amido do sorgo forrageiro, vassoura e sacarino. O que pode variar é o nível de compostos fenólicos – alguns podem ocorrer ou não.

sorgo-granifero-1

Saiba mais sobre o sorgo granífero

A área cultivada de sorgo granífero no Brasil é bastante expressiva. Na safra 2013/14, atingiu 731 mil hectares.

O sucesso da cultura do sorgo no país é justificado pelos seguintes motivos:

• Em especial, devido ao aumento da ingestão per capta de proteína animal (suínos, aves e bovinos, principalmente).
• Ações eficazes de divulgação do sorgo pelas agências de pesquisa e produção.
• Desenvolvimento de novos híbridos adaptados à safrinha.
• Aumento do plantio direto.
• Reconhecimento do sorgo pelas indústrias de rações.

O grão de sorgo possui alta liquidez no mercado, pois conta com a mesma qualidade nutricional do milho. Porém, traz menor porcentagem de micotoxinas e menor custo de produção.

Sua ingestão em forma de silagem de grão úmido tem atraído mais interesse atualmente. Entre as vantagens, estão: melhor digestibilidade; custo no armazenamento mais baixo; perdas qualitativas e quantitativas inferiores quando comparadas às de outros grãos.

A cultura do sorgo granífero requer zoneamento de risco climático de acordo com o estado em que é plantado.

As datas limites para semeadura são mais amplas que as do milho, por exemplo, por causa das características da planta de sorgo.

Ou seja, sua tolerância à seca e eficiência superior quanto ao uso da água para completar seu ciclo de vida. O que faz do sorgo a melhor opção para semeadura no avançar da safrinha.

No próximo artigo da série sorgo, não perca o conteúdo sobre o tipo sacarino. Até lá!

Show Comments

No Responses Yet

Leave a Reply